“Pessoas especiais morrem aos domingos” , minha mãe sempre falava. [na foto, minha mãe simplesmente sendo ela mesma e feliz por isso] Ela sempre foi muito independente. Tinha suas atividades na igreja, cuidava dos meus tios, que são surdos, tinha suas amigas, amava comer coxinha na Padaria Brasileira. Sempre ia aos médicos sozinha. Era muito sociável. Era impossível passar por algum lugar e não fazer uma amiga ou amigo, mas mesmo assim não gostava que a acompanhassem ao médico. Por isso estranhamos quando nos avisou que precisávamos ir juntos ao hospital, ela, eu e meu pai. Fora pedido do médio. Parece clichê, mas no início não entendemos muito bem o que estava acontecendo. Nada fazia sentido. Estranhos os nomes, as descrição anatômicas, prognósticos, as palavras terminadas com “omas”..., mas tudo desapareceu ao ouvirmos a palavra CÂNCER. O médico queria interná-la naquele momento e operar imediatamente, mas tínhamos que esperar os resultados de outros exames que sair...
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