Vamos plantar sempre sementes de esperança
Às vezes me vejo como o povo de Israel
Saído do Egito, e parado, cético
Diante do mar vermelho.
Às vezes me sinto como Maria e os discípulos
Confusos e sem esperança
Num sábado de silêncio e dor
Após a crucificação do Mestre.
Às vezes eu me sinto triste e abandonado
Sem sorte e sem justiça
Como Daniel, jogado na cova dos leões
São momentos da vida nos quais parece não haver lugar para a esperança
A noite é tão escura e parece não ter fim...
Mas a teimosia do Reino, pequena como um grão de mostarda
Tímida como a luz de uma vela em meio à grande noite escura,
Decide aparecer, no tempo correto, no momento exato,
Na hora propícia.
Estão, o mar se abre e um novo caminho surge diante de nós,
Confirmando a poderosa libertação, quebrando o ceticismo e o medo.
Então, pela manhã, o domingo que amanheceu encharcado de tristeza e saudades
Revela uma cova vazia.... já não há morte, há vida
E certeza da ressurreição!
Então, na cova escura, os leões que vinham nos devorar
Permanecem quietos e mansos. As feras tornam-se amigas
E a justiça dos céus, que fecha a boca dos animais, deixa os homens boquiabertos
São momentos da vida nas quais Deus se revela em amor
E o sol da justiça ressurge
Trazendo esperança, luz e vida!
Rogério (jun/2007)

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